11 de fev. de 2009

Além De Uma Lenda



Certo dia, numa festa que acontece esporadicamente no bairro Bela Vista, Hermanoteu conheceu Micalatéia. Papo vai, papo vem, eles descobriram que tinham os mesmos gostos e afinidades. E não deu outra: eles ficaram a noite inteira juntos, curtindo aquele momento tão especial para os dois. A certa altura da noite, Micalatéia deu por falta seu anel, que tinha grande valor sentimental, segundo ela. Eles procuraram por muito tempo naquele lugar, pois ela tinha certeza que tinha perdido ali; mas não encontraram, para o desespero de Micalatéia. Ela pediu para que na segunda feira ele passasse na casa dela, para falarem com seus pais e assim iniciar um namoro. Dito e feito: na segunda feira, Hermanoteu foi todo eufórico na casa de Micalatéia, pois estava com saudades. Chegou no endereço que Micalatéia passou a ele e bateu na porta. Uma senhora o atendeu. Ele perguntou por Micalatéia e a senhora quase quis bater nele. Ela disse que era um brincadeira de muito mal gosto, pois Micalatéia já havia falecido a 2 anos e não se deveria brincar assim com os sentimentos das pessoas. Sem tempo de Hermanoteu falar nada, a senhora bateu a porta na cara dele. Ele ficou sem entender nada. Mesmo tentando juntar as peças do quebra cabeça que havia se formado, ele foi comer, pois ainda era seu horário de almoço. Chegando na padaria, ele pediu um bolinho de carne. Deu uma mordida e enquanto estava mastigando olhou para o pedaço mordido; e o que havia no interior do bolinho de carne!?


! Carne

9 de fev. de 2009

Em meio ao meio.


Como uma pegada na areia, o homem transforma tudo o que toca. E como tudo tem dois lados à ação humana tem gerado tanto benefícios como malefícios. A questão é: até que ponto é benéfico ao homem enquanto cidadão inserido a sociedade, tirar proveito desregrado dos elementos da natureza?
Seria loucura o simples fato de sugerir a alguém que parasse de afetar o meio em que vive. Contudo, o que aqui se prega é o equilíbrio em ação. Equilíbrio esse que se faz inexistente ao adentrar ao incoerente bairro Jardim Bela Vista ou apenas “Bela” como fora apelidado carinhosamente por moradores da região.
“Incoerente a que?” – me perguntam, sem saber os por quês de tanto amor e desapego, apego e desamor, tudo ao mesmo tempo, ocupando o mesmo espaço. Um dos motivos é porque nele há uma vistosa praça nomeada “REGGAE-ME” que com certa freqüência tem recebido cuidados dos criadores do projeto, bem como da comunidade em geral. Comunidade esta que tem um projeto tão nobre, mas em contrapartida tem contribuído de forma negativa para a preservação do meio-ambiente! Ali perto há um córrego que provoca temor aos moradores principalmente nas épocas de chuva. O irônico é que as inundações são decorrentes das grandes quantidades de lixo despejadas pelos moradores.
Ora conscientes, ora inconseqüentes. Sem reclamar lutam em prol de nada. Deveras um retrato do que é a sociedade da qual fazemos parte. Em raros momentos com uma bela vista assim como o Bela Vista.