
Certo dia, numa festa que acontece esporadicamente no bairro Bela Vista, Hermanoteu conheceu Micalatéia. Papo vai, papo vem, eles descobriram que tinham os mesmos gostos e afinidades. E não deu outra: eles ficaram a noite inteira juntos, curtindo aquele momento tão especial para os dois. A certa altura da noite, Micalatéia deu por falta seu anel, que tinha grande valor sentimental, segundo ela. Eles procuraram por muito tempo naquele lugar, pois ela tinha certeza que tinha perdido ali; mas não encontraram, para o desespero de Micalatéia. Ela pediu para que na segunda feira ele passasse na casa dela, para falarem com seus pais e assim iniciar um namoro. Dito e feito: na segunda feira, Hermanoteu foi todo eufórico na casa de Micalatéia, pois estava com saudades. Chegou no endereço que Micalatéia passou a ele e bateu na porta. Uma senhora o atendeu. Ele perguntou por Micalatéia e a senhora quase quis bater nele. Ela disse que era um brincadeira de muito mal gosto, pois Micalatéia já havia falecido a 2 anos e não se deveria brincar assim com os sentimentos das pessoas. Sem tempo de Hermanoteu falar nada, a senhora bateu a porta na cara dele. Ele ficou sem entender nada. Mesmo tentando juntar as peças do quebra cabeça que havia se formado, ele foi comer, pois ainda era seu horário de almoço. Chegando na padaria, ele pediu um bolinho de carne. Deu uma mordida e enquanto estava mastigando olhou para o pedaço mordido; e o que havia no interior do bolinho de carne!?
! Carne
! Carne

